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Dilma Rousseff

Campo de Exposição: onde Dilma Rousseff é acessada?

Durante seu período no governo, seja como ministra ou presidenta, suas ações e discursos eram reportados por todos os meios de comunicação.

Durante o período em que ficou afastada antes do impeachment ser efetivado, as colunas passaram a noticiar fatos de sua rotina. Após o impeachment, as redes sociais são a principal fonte de notícias da ex-presidenta: sua conta no instagram (@dilmarousseff), com fotos das férias e apoio a Lula, tem 458 mil seguidores e a do twitter (@dilmabr) conta com mais de 6 milhões de seguidores. Sua página do facebook tem mais de 3 milhões de curtidas e seguidores.

A ex-presidenta também mantém um site (dilma.com.br) que concentra artigos de opinião, agenda com os próximos eventos, uma seção sobre o golpe e outra dedicada a falas de celebridades que a apoiam.

 

Acontecimentos: o que tem marcado a aparição pública de Dilma

 

  • guerrilha e ditadura

A presença na luta armada contra a ditadura é um acontecimento do passado que sempre volta à tona. Da última vez, durante votação na Câmara dos Deputados, quando Jair Bolsonaro (PSC-RJ) fez sua fala apoiando o afastamento de Dilma e celebrando o Coronel Brilhante Ustra, um dos conhecidos torturadores do regime militar, as várias matérias retomaram a biografia de Dilma.

 

  • impeachment e pedaladas fiscais

O processo inteiro do impeachment que levou pouco mais de dez meses foi focado em Dilma e sua administração, acusada das pedaladas fiscais e de abertura de crédito orçamentário através de decreto. O afastamento ocorreu em maio de 2016, e a posse definitiva de Michel Temer aconteceu em setembro de 2016. Todo o processo foi marcado por uma disputa simbólica importante entre os que denunciavam o golpe em curso e os que defendiam o impeachment, usando de argumentos variados para tanto. Entre argumentos que se associaram à imagem pública da ex-presidenta, estão aqueles que apontavam o machismo do campo político – incluindo os episódios de julgamento na Câmara – e de perseguição política – relembrando o áudio célebre de Romero Jucá que expunha o plano de derrubada de Dilma “com o Supremo com tudo”. Do outro lado, argumentos dos detratores envolviam as denúncias de corrupção e a falta de habilidade durante a crise econômica.

 

  • redes sociais: instagram

Após a destituição do cargo, Dilma voltou a morar em Porto Alegre. Viajou pelo Brasil e pelo exterior, apresentando sua versão do golpe que sofreu, criticando Temer e falando sobre a conjuntura política brasileira. Ela se mantém como uma das mais ativas apoiadoras de Lula, repercutindo notícias sobre ele. Agora nas férias, postou fotos em sua conta no Instagram, incluindo uma em um restaurante da capital mineira com uma sobremesa em que se lia: “sempre nossa presidenta”. O dono do restaurante, em suas redes sociais através de um vídeo, disse que aquele não era o posicionamento da direção do restaurante, mas ato isolado de um dos funcionários que já havia sido repreendido.

 

Públicos e valores evocados por Dilma Rousseff

Por toda sua história política, Dilma evoca valores relacionados à luta e resistência, especialmente quando falamos da época da juventude quando esteve presa e foi torturada.

Durante suas campanhas e mandatos, algumas características do seu modo de governar – como a dureza e a inflexibilidade – acompanharam a construção de uma imagem pública masculinizada. Isso reflete o machismo presente não só no campo da política mas na sociedade, que espera comportamentos mais afáveis de mulheres. A sua eleição tem um valor simbólico e representativo grande, assim como sua destituição do poder.

A polarização da sociedade brasileira demonstra públicos diferentes e tensionados em relação a Dilma. Conseguimos perceber públicos que a apoiam, se identificam com as pautas do PT e a defendem, utilizando a narrativa do golpe e resgatando sua correção e honestidade. E públicos que se opõem a ela, destacando problemas gerados durante seu governo e sua inabilidade política, frequentemente de forma bastante agressiva.

Biografia

Dilma Vana Rousseff nasceu em Belo Horizonte, em 14 de dezembro de 1947: filha de pai imigrante búlgaro e mãe brasileira, teve dois irmãos. Formada em economia pela UFRGS, participou da luta armada contra a ditadura (primeiramente no COLINA e depois no VAR-Palmares) quando também foi presa por “subversão” (durante quase três anos) e torturada. Foi no Rio Grande do Sul que se instalou após a soltura e continuou sua carreira política no PDT-RS. Se casou duas vezes e teve uma filha, Paula Rousseff Araújo.

Construiu uma carreira política e exerceu mandatos como ministra do Governo Lula (de Minas e Energia e da Casa Civil), período no qual foi responsável por programas importantes como o Minha Casa, Minha Vida e o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).  

Em 2010, com 56 milhões de votos, foi eleita a primeira mulher presidenta do Brasil. Sofreu impeachment em seu segundo mandato na presidência, sendo destituída definitivamente em 31 de agosto de 2016, num processo altamente midiático.

A visibilidade de Dilma na cena pública está atrelada à sua carreira política, especialmente quando assumiu um dos ministérios do Governo Lula.

Quando se tornou candidata à presidência pelo PT, ganhou maior atenção das mídias e teve sua vida noticiada, incluindo acontecimentos passados na ditadura. Como não teve seus direitos políticos cassados, anunciou sua pré-candidatura ao Senado nas eleições de 2018, pelo PT/MG.