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Galvão Bueno

Campo de exposição: onde Galvão é acessado?

O principal veículo de exposição do narrador é a televisão, onde surgiu e permanece como um dos principais nomes da Rede Globo.

No Facebook, sua página conta com mais de 131000 curtidas; no Instagram, conta com 630000 seguidores. Geralmente, os perfis das duas plataformas são alimentados com as mesmas postagens, em sua maioria relacionadas ao âmbito profissional, mas também há publicações relacionadas a sua vida privada (momentos com a família e amigos).

Galvão possui ainda uma conta privada no Twitter.

Dados recolhidos em 08/07/18

 

Acontecimentos: o que tem marcado a trajetória pública de Galvão

  •             Galvão rende muitos comentários e memes nas redes sociais, atualmente devido à sua afeição pelo jogador Neymar. O narrador não economiza elogios ao atacante do Paris Saint Germain, gerando piadas que ressaltam sua preferência pelo jogador acima de qualquer aspecto técnico do futebol. O fato ganhou nova repercussão na Copa na Rússia, durante o jogo entre Brasil e Sérvia, no qual Galvão fez diversos elogios ao jogador Philippe Coutinho, além de comentários contidos e críticas a Neymar. Os internautas geraram novos memes e piadas insinuando que Galvão tinha um novo favorito e dispensara Neymar do posto.
  •             Em 2010, circulou na Internet um vídeo intitulado Cala Boca Galvão – Save Galvao birds Campaign. Segundo o vídeo, cada tweet com a hashtag #calabocagalvao renderia 10 centavos para salvar uma suposta ave rara brasileira chamada Galvão. O vídeo foi narrado em inglês, alcançando repercussão entre internautas estrangeiros, que compartilharam o vídeo  e usaram a hashtag – #calabocagalvao se tornou um dos Trending Topics do Twitter. O vídeo foi uma brincadeira realizada por um grupo de brasileiros, fazendo menção à “tagarelice” de Galvão Bueno. Apesar de publicamente ter afirmado reagir bem ao caso, o narrador pareceu um pouco incomodado – tanto que o título de sua autobiografia, “Fala, Galvão!”, é assumidamente uma menção à campanha, que enganou muitos.

 

Público e valores que Galvão evoca

A alta remuneração recebida pelo narrador e seu reconhecimento como um dos nomes mais célebres do jornalismo da Rede Globo fazem evocar os valores do sucesso profissional e êxito financeiro. A quantia recebida pelo locutor – cerca de 5 milhões de reais mensais – já se tornou assunto em diversas matérias.

Pelo fato de ser um dos mais célebres narradores de futebol brasileiros, liderando a locução das Copas do Mundo há muito tempo, Galvão também pode ser associado ao espírito de patriotismo despertado durante o campeonato mundial de futebol, bem como à paixão pelo esporte típico da cultura brasileira.

Também são observados alguns valores negativos associados a Galvão Bueno, tais como a antipatia por ele supostamente falar de forma excessiva, aliada à falta de conteúdo crítico em suas narrações. Por isso, Galvão geralmente divide as reações do público como o melhor e pior locutor.

 

Biografia

Carlos Eduardo dos Santos Galvão Bueno, mais conhecido como Galvão Bueno, nasceu no dia 21 de julho de 1950, na cidade do Rio de Janeiro. Filho da atriz Mildred dos Santos e do redator Aldo Viana Galvão Bueno, mudou-se para São Paulo aos seis anos, quando sua mãe se casou com o empresário Celso Garcia.

Desde criança, Galvão apresentava interesse em esportes e falava muito. Um de seus momentos de lazer era narrar e comentar partidas de futebol junto a seu tio. Também se interessava pela informação e comprava revistas especializadas em esporte; costumava ouvir rádio e ia aos estádios de futebol sempre que podia.

Sua primeira oportunidade profissional na carreira jornalística foi na Rádio Gazeta, em 1974, em São Paulo. De lá, migrou para a TV Gazeta, onde participou do programa Mesa Redonda e narrou a Copa do Mundo de 1974. Trabalhou durante dois meses na Rede Record, em 1977 e, no mesmo ano, ingressou na TV Bandeirantes. Lá, foi comentarista da Copa de 1978 e, em 1980, narrou pela primeira vez as provas da Fórmula 1.

Galvão foi contratado pela Globo em 1981. De início, não era um dos principais narradores da emissora - o mais requisitado na época era Luciano do Valle. Mas quando este foi contratado pela Rede Record, e com seu gradativo amadurecimento profissional, Galvão passou a conquistar mais espaço como narrador. Narrou o Grande Prêmio da África do Sul de 1982, fez a cobertura da morte de Mané Garrincha para o Globo Esporte em 1983 e, na Copa de 1986, narrou um jogo do Brasil. No Mundial de 1990, Galvão já era o principal narrador da emissora dos Marinho.

Em 1992, deixa a Rede Globo para se dedicar a um projeto na Rede OM (atual CNT), onde comandou o departamento de esportes. Com o envolvimento do proprietário da emissora no escândalo PC Farias e consequentes problemas financeiros, Galvão passa a negociar um retorno à Globo, que se concretizou em março de 1993.

Após seu retorno à Globo, narrou  emblemáticas conquistas do esporte brasileiro, tais como a vitória da seleção canarinho nas copas de 1994 e 2002, o acidente que causou a morte do piloto Ayrton Senna e diversos jogos olímpicos. Já teve quadros no Esporte Espetacular, além de programas em canais de televisão fechados, como Espaço Aberto (de 1999 a 2001), na GloboNews, e Bem, Amigos, que comanda desde 2003 até os dias atuais no canal SporTV. Também já fez participações no Jornal Nacional com coberturas esportivas.

Na Copa de 2010, Galvão anunciou que a Copa realizada no Brasil em 2014 seria sua última, porém voltou atrás nessa decisão e participa da cobertura do Mundial de 2018 na Rússia. Em 2014, renovou seu contrato com a Globo até 2019, mas há rumores de que o contrato com a emissora seja prolongado.