Nosso Radar de Celebridades tem com objetivo identificar e apresentar um grande painel das celebridades de nosso tempo - figuras públicas brasileiras que têm alcançado destaque e adesão junto a públicos significativos.

Conheça a proposta

Kéfera Buchmann

 

Campo de exposição: onde Kéfera é acessada?

O canal do Youtube de Kéferar, existente desde 2 de novembro de 2011, tem mais de 7,7 milhões de inscritos e acumula um total de 2.320.879.534 visualizações. Sua conta no Instagram tem cerca de 26,2 milhões de seguidores, sendo a terceira brasileira mais seguida do Brasil e a 57ª mais seguida no mundo. Seu perfil no Facebook possui mais de 13 milhões de curtidas, enquanto sua conta do Twitter possui cerca de 6,5 milhões de seguidores.

As produções cinematográficas da atriz possuem a somatória de mais de R$ 40 milhões arrecadados, levantando um público de milhares de pessoas ao cinema.

Seus livros totalizam mais de 800 mil cópias vendidas.

(Informações coletadas em 08/03/18)

 

Acontecimentos: o que tem marcado a aparição pública de Kéfera

A trajetória de Kéfera é marcada por vários acontecimentos polêmicos no decorrer de sua carreira; em grande parte, essas ocorrências se originam na internet e lá são fomentadas e tensionadas. Vamos apontar algumas das situações polêmicas envolvendo a influenciadora digital.

  • Em 2016, Kéfera, em uma de suas paródias para o YouTube, regravou o videoclipe da música Work, de autoria da cantora  Rihanna em parceria com o rapper Drake. A vlogueira foi acusada de racismo e uso de black face – antiga forma de representação de negros em teatro, em que brancos pintavam seus rostos com carvão. Além disso, a letra da paródia foi considerada um desserviço para as mulheres, uma vez que reforça a competitividade feminina. A atriz rebateu as críticas afirmando que tudo foi apenas uma má interpretação,  não tendo havido a intenção de cometer racismo ou fomentar a competição entre mulheres, mas  não se desculpou em nenhum momento.
  • No começo do ano de 2017, Kéfera foi acusada de blasfêmia devido à sua fala em um dos vídeos do seu canal no YouTube, no qual diz que existem pessoas tão feias que, quando Deus as fez, ele estava se masturbando. O grande volume de críticas negativas fez com que a youtuber cancelasse os comentários e as opções “gostei” e “não gostei” deste vídeo no Youtube. Kéfera justificou sua ação dizendo que considera Deus como um “brother” e, por isso, tem liberdade para brincar assim com ele; a atriz também acusou alguns críticos de intolerantes em relação ao ocorrido.
  • Já no ano de 2018, a  influenciadora protagonizou mais uma polêmica. Kéfera postou uma foto no Instagram mostrando sua nova tatuagem, declarando que estava orgulhosa da mulher que se tornou e que, por isso, desenhou o símbolo do feminismo em seu braço.  Segundo a atriz, aquela era sua  tatuagem preferida e tinha muito a ver com seu momento de empoderamento e realização. No entanto, Kéfera é uma mulher branca e tatuou o símbolo do feminismo negro. A ação dividiu opiniões dos internautas entre apoiadores e críticos. A atriz não se pronunciou sobre o assunto e nem apagou a postagem.

 

Público e valores que Kéfera evoca

Kéfera é muito celebrada pelo público composto por adolescentes e jovens, devido a suas performances despojadas, suas falas autênticas e toda a sua atuação em seu canal no YouTube. Seus livros são direcionados  ao público infanto-juvenil, bem como suas produções cinematográficas.

Seu primeiro longa direcionado ao público adulto ainda não foi o suficiente para consagrar a atriz como célebre pelos mais velhos. Mesmo que seu canal tenha mais de cinco anos de existência e seus seguidores tenham crescido junto com a vlogueira, a audiência mais velha não é muito simpatizante de Kéfera. Dentre várias causas que possam ser percebidas, destacam-se todas as polêmicas em que esteve envolvida, situações essas marcadas por imaturidade e intolerância.

Mesmo parecendo controverso, a youtuber evoca valores feministas. O empoderamento feminino e a igualdade entre os gêneros estão presentes na maioria dos seus discursos, tanto em seu canal quanto em participações em programas e postagens nas redes sociais.

O bom-humor é um grande valor que a influenciadora digital suscita em suas atuações no mundo das celebridades. Ela usa trocadilhos e muitos trejeitos engraçados em suas performances no cinema e também em suas redes sociais digitais.

Biografia

Kéfera Buchmann de Mattos Johnson Pereira  nasceu no dia 25 de janeiro de 1993, em Curitiba, onde cresceu e concluiu o ensino fundamental, médio e sua formação em teatro. Foi criada em um família católica, formada pelos pais Zeiva Buchmann e Oidovi Johnson. Seu nome, "Kéfera", é de origem egípcia e significa "primeiro raio de sol da manhã".

No ano de 2010, Kéfera postou seu primeiro vídeo monólogo, intitulado "Vuvuzela", em seu canal no YouTube, chamado 5inco Minutos.  Lançava vídeos semanais comentando assuntos polêmicos e conflitos de sua adolescência. O canal surgiu sem pretensões, mas logo tomou força e se mostrou um grande sucesso entre o público jovem. Nesse período, Kéfera, que estudou teatro por cinco anos, retirou seu registro de atriz (DRT, Delegacia Regional do Trabalho) em 2013. Em 2016, seu canal 5inco Minutos chegou a ser o maior do Brasil em quantidade de inscritos.

Além de vlogueira, ela atuava em peças cômicas e logo começou a promover turnês por todo o país. Com o sucesso,  foi convidada para apresentar um programa de televisão próprio, o Zica, na Mix TV, um programa voltado para as novidades do mundo das celebridades adolescentes. Ela também esteve à frente do Boa na Pan, programa da rádio Jovem Pan FM Curitiba.

Kéfera também foi integrou produções cinematográficas. A atriz fez uma breve participação no filme brasileiro "A Noite da Virada" (2014), além de ter sido convidada para a dublagem brasileira da personagem GoGo Tomago, da animação "Big Hero 6" (2014). No ano de 2016,  protagonizou os longas “Amor de Catarina” e “É Fada”. A atriz também estreia como escritora: em 2015, lança o livro “Muito mais que 5inco Minutos”, no qual fala sobre seu canal no Youtube;  nos anos seguintes, 2016 e 2017, lança os livros “Tá gravando, e agora?” e “Querido Dane-se”, respectivamente.